quarta-feira, 26 de junho de 2013

Alone

Este texto foi escrito há uns dias, mas só pude postar agora, por eu estar sem internet em casa (sim, sou pobre), então... Vamos ao que interessa.
Vou tentar ser breve...
Sabem a sensação de estar de totalmente sozinho no mundo? Sem amigos, sem família, sem quem você ama, sem com quem poder descarregar tudo que pode antes que você exploda, enxergando tudo em tons de preto, branco e cinza. Essa minha situação atual. Sei lá, me sinto tão deslocado no mundo que parece não ter lugar pra mim. Isso até parece uma carta pré-suicídio, não é? Mas não é, mas se for, é apenas um suicídio psicológico, apenas isso, digo isso porque, estou tentando melhorar minhas condições físicas ao máximo que posso, com exercícios físicos, tipo, malhar em casa; estou nutrindo meu intelecto estudando, lendo o máximo que posso, absorvendo todo tipo de informação que me faça progredir, em tudo, desde faculdade a meu caminho na vida; mantendo minha saúde perfeita, menos pelo fato de... Vou deixar isso às escuras, mas é por causa da minha deprê, enquanto eu estiver assim, persistirei, mas fora isso, tô fazendo tudo certo pra me manter bem. Bem, percebi isso esses dias, escutando minhas músicas, como sempre, não vivo sem música, já deixei isso bem claro num post antigo, e sempre quando estou assim, procuro ouvir mais o meu bom rock brasileiro, que parece ser desprezado por vezes, mas sempre tento ficar ouvindo, aí vem: Dead Fish, CPM, Charlie Brown Jr., Fresno, Pitty, Los Hermanos, Hateen, por incrível que pareça, NX Zero (apenas duas músicas, tá? Apenas Um Olhar porque é a única música hardcore do NX Zero e Além de Mim porque tem uma letra foda), e por fim Forfun. Todas as bandas muito deprês, tirando Forfun, mas o problema de escutar Forfun, é que toda alegria que as músicas da banda passam, é tudo aquilo que quero e não tenho (mas não pensei que eu não vou atrás disso, é só coisa de momento), e todas elas me fizeram refletir e ver que buraco eu me encontro, e parece que estou me afundando cada vez mais, só que ao invés de me preocupar, parece que estou me acostumando com a escuridão, porém tenho que sair dela se pretendo ir atrás do que quero.
Mas porque me sinto sozinho assim? Dou um motivo concreto para cada um, quem lê pode contestar, com aquela minha chatice de antigamente, comentem e verei as opiniões de quem se pronunciar e as discutirei isso com a pessoa.
Amigos: Sabem? Você vai crescendo, sua cabeça vai mudando, e parece que certas companhias não se acertam com você, pois é isso que tá acontecendo comigo, ainda gosto muito desses meus “amigos”, mas não me vejo como alguns deles no momento. E aqueles no qual acho que me dou muito bem agora, não tenho como manter uma relação contínua, por vários motivos, que não tem como eu impedir essa barreira, então me encontro dessa forma em relação aos meus amigos. Meus melhores amigos atualmente são: livros, filmes, animes, mangás, PC, videogame, séries, HQs e outras coisas, mas gente, tá difícil.
Família: Não tenho mais o mesmo tato como antigamente. Acho que depois da separação dos meus pais, um vazio enorme apareceu entre mim e minha mãe; minha relação de amizade com meu primo favorito, não existe mais, nos afastamos de uma forma inimaginável, não sei o porquê, mas aconteceu, infelizmente... Não vejo mais minha vó como um porto seguro, acho que deixei de ser o menininho da vovó (rs).
Pessoa amada: Poderia resumir com a letra da música ‘Onde Está?’ do Fresno, na verdade não, teria que usar muitas músicas pra descrever, então prefiro tentar usar minhas próprias palavras... Humm... Simplesmente não cresci o bastante pra acompanhar o avanço dela e... Escutando agora ‘Quem Já Perdeu um Sonho Aqui?’... (T-T). Não tô chorando, aprendi a fortalecer meus sentimentos. Voltando. Como não consegui acompanhar isso, a perdi, acho que reconhecer os erros é um ato nobre, isso eu reconheço, se eu disser que não a quero de volta, estarei mentindo, quero, vou atrás, desistir não é opção pra mim, por mais que eu tome patada na cara, acabe me fudendo muito, mas posso me levantar e prosseguir. Hoje esse é o único motivo que digo que volto atrás. Pois diferente do outro momento, essa merece todo esforço que posso empenhar. Posso até encontrar outra pessoa, ela também, mas como Maquiavel fala em sua obra o ‘O Príncipe’ em relação ao ‘Destino’ que ele se refere como ‘Sorte’: “Sei bem que muitos homens já tiveram ou ainda tem a opinião de que a vida é governada pela sorte e por Deus, de forma que os homens, com sua sabedoria, não podem modificar o andar das coisas nem ser ajudado, por outros, e por isso eles nos fariam acreditar não é necessário insistir muito nas coisas, mas deixar que a sorte os governe. Esta opinião tornou-se mais aceita nos nossos tempos pela grande mudança que vimos nas coisas e que ainda podem ser vistas, todos os dias, que não dependem de nenhuma ação humana. Pensando nisso, algumas vezes acabo concordando até certo ponto com eles. Mesmo assim, para que o nosso livre arbítrio não seja extinto, digo que pode ser verdade que a sorte é árbitro de metade das nossas ações, mas ainda podemos governar a outra metade, ou talvez um pouco menos [...] Concluo, portanto, que, como a sorte é inconstante e os homens permanecem obstinados nos seus modos de agir, desde que os dois estejam de acordo, os homens obterão sucesso, mas serão arruinados quando a sorte e o modo de agir não estiverem mais de acordo. Da minha parte, considero que é melhor ser impetuoso do que cauteloso, porque a sorte é mulher e, se quiser dominá-la é necessário nela bater e contrariá-la. E já foi visto que ela se deixa dominar pelos impetuosos, e não por aqueles que procedem mais friamente. Ela é, portanto, sempre, como uma mulher, amante dos homens jovens, porque são menos cautelosos, mais violentos e a dominam com audácia”. Esqueçam a parte de bater na mulher, pois no sec. XVI isso era visto como normal, mas de todo o resto eu concordo plenamente, se eu ficar parado, não vai acontecer nada, é assumir a derrota antes da guerra... “Guerra”, isso é uma graça. Ou seja, nada de agir como criança birrenta que perdeu o seu brinquedo favorito e ficou chorando, vou agir como homem e ir a busca de minha conquista, espero todas as consequências, mas assim é a luta e que a sorte me ajude em meu ímpeto.
Descarga: Qualquer pessoa que prende muito os seus sentimentos só pra si, uma hora explode ou enlouquece, e isso acontece comigo também, e é por isso que eu tenho esse maldito blog.
No fim isso tudo tá promovendo um avanço ou uma fuga pra mim, pois uma das pessoas que sempre entendeu a mim, meu irmão e meus primos, é tio meu, mas ele não está aqui perto no momento, quem sabe me deslocar pra perto dele melhore algo.
Essa sensação não eu desejo a ninguém, dessa vez, realmente entendo como minha mãe se sentiu quando ela se separou do meu pai. Tudo perde a cor, perde sentido, até mesmo perde vida. Mas então a questão, vive ou sobrevive?
Disse que ia ser breve, mas acabei não sendo. Espero opiniões, espero também que tenham gostado e que não tenha sido uma leitura difícil.

Té mais.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Príncipe, Revolução, Crescer...

Olha, esse título tem relação enorme, que quem olha não imagina. Muitos devem se perguntar: "qual a relação?" Como dizia sempre antigamente e agora torno a dizer, mas de uma forma diferente... Quem quiser se aprofundar nisso, continue.

Então... Ganhei três livros maravilhosos que qualquer pessoa que quer aprender mais um pouco sobre relações de poder e política geral, deveria ter dentro de casa. São eles: 'O Príncipe' (Nicolau Maquiavel, Itália, Florença, Séc. XVI); 'O Livro dos Cinco Anéis' (Miyamoto Musashi, Japão, Séc. XVII); e por último, mas não menos importante, 'A Arte da Guerra' (Suz Tzu, China).
Darei grande destaque a esses livros, especialmente agora, que tô numa fase de aprender a crescer e expandir meu olhar, quem sabe eu não me torne um Roy Mustang (SAHUSHAUSHA/Alquimista das Chamas, Fullmetal Alchemist), porque estou citando ele... Ele no anime é o personagem com a visão mais aguçada pra fazer seu pais progredir, e então começa uma revolução. Estão entendendo agora? Acho que não...
Comecei a ler "O Príncipe", enquanto lia, entendia o porque da famosa frase de Maquiavel: "Os fins justificam os meios", e pior que de certa forma, vi razão nas coisas que ele fala em seu livro e faria o mesmo, mas os tempos são diferentes, não posso me tentar colocar num posto de príncipe e tentar fazer o que bem entender pra conquistar meus objetivos... Ou posso? Será que devo? Sabe o que digo a mim mesmo e a todos os outros que ficarem com essa dúvida em sua cabeça? Vá em frente, conquiste, ser humano não vive sem uma boa conquista. E então como conquistar algo se você tem medo de usar todos os recursos que pode e por vezes de ferir alguém? Maquiavel diz: "se for ferir alguém, cause uma ferida grande e profunda, assim você não precisará se preocupar com vingança posteriormente." Realmente, a pessoa tem que ser muito fria e egoísta pra fazer isso, mas isso que eu tenho aprendido com o tempo: Seja egoísta, você não vai querer dividir suas conquistas com alguém, ou vai?
Agora, por que desse discurso todo? Uma pessoa muito importante pra mim, me disse que eu precisava crescer, virar um homem de verdade. No começo não levei a sério, não vou mentir, depois me dei conta, que estou trilhando, e sei lá, talvez continue trilhando sozinho, um caminho que é sem volta, e se vou fazer isso sozinho, porque preciso depender de alguém? Tão interessante isso, que até aprendi com o livro a limitar a mostrar algumas características minhas, pra evitar mostrar fraqueza, aí que se encontra a maior parte de meu crescimento, vencer minhas fraquezas, a força de alguém não se define pelo ponto mais forte e sim pelo ponto mais fraco, fortalecer esses pontos é meu objetivo, estou trabalhando muito nisso.
Agora me perguntem, onde revolução fica nisso tudo? Na verdade, a mudança por fazer crescer já é uma revolução em si, como exemplo disso (queria muito poder usar esse exemplo), é o que estamos vendo com o Brasil hoje em dia, pessoas indo a rua  pra manifestar sua vontade de querer que o país cresça e progrida da forma certa, não para o exterior, mas sim pra nós mesmo, melhorias para podermos ter orgulho de viver num país justo, com boa educação, com ótima saúde pública e muitas outras coisas que devemos no empenhar e fazê-lo crescer dessa forma. Acho incrível o país está passando por isso agora, tirar a face de "país do futebol" e seguindo para um "país que o povo luta e mostra que tem voz". Deixando toda hipocrisia de lado e mostrando que estamos aqui para qualquer luta. Vamos mostrar que o "Gigante acordou" indo as ruas.

Bem pessoal... Espero que tenham gostado, espero que dê pra entender também, mas é isso aí...
Té mais pessoar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Il Titolare della Luna

Poxa, saudades de escrever, não queria tá escrevendo, mas estou com uma puta saudades daqui, faz tempo que eu não precisava desabafar aqui, mas dessa vez... Terei que fazer isso. Na verdade... Não é bem um desabafo, e sim, uma homenagem, é estranho, é a primeira vez que faço isso, nessas condições...

Então, a homenagem de hoje é a uma deusa greco-romana, a mais valente e impressionante deusa, a deusa da lua e da caça, não precisamente nessa ordem. Complicada e perfeita, do seu jeito, mas não deixa de ser.

Sabe... Essa é uma das vezes que eu não consigo falar sobre alguém, nunca tive problemas sobre isso, mas agora tá acontecendo... Mas que porra.

Sei lá, me lembro como sua luz brilhava sobre mim e iluminava meu caminho de uma forma que nem um farol chegou a alumiar, e olhe que já tentaram me guiar por mais tempo e nunca me levaram tão longe quanto a luz dela me levou, até nas horas que eu sentia dor e chorava, ou simplesmente queria desaparecer, ela me afagava e pronto, tudo sumia ao meu redor, só restava a deusa e seu resplendor, algo tão lírico que fica ridículo quando eu descrevo. Mas aí que se encontra a graça, é como se fosse algo que fica fora do meu alcance, por ser simples mortal, com sentimentos frágeis, promessas quebráveis e assim por diante, me mostrando sempre o quão fraco eu sou... É difícil manter uma lógica concreta e plausível a tudo isto quando estamos falando de mitologia, certo? Errado. Mito é a história que não pode ser explicada, que não aconteceu, porém, comigo aconteceu... Foi perfeito. Ter vivido perto de uma deusa, me faz sentir assim, tão alto e tão bem quanto Ícaro quando estava voando perto do sol, sem saber que por essa ação iria morrer. Estranho, não é? Enquanto Ícaro morreu por chegar perto demais do sol, morri por chegar perto demais da lua, caí na grande e profunda escuridão, me machucando mais e mais. Será que caí no Tártaro por não ter sido bom o bastante pra ti Deusa? Ou eu tenho que simplesmente seguir o caminho que Orfeu trilhou no inferno pra ter de volta sua amada e no final de sua jornada, perdê-la e nunca mais tornar a tocá-la? Pois é... Fica a dúvida. E eu me pergunto, esse é todo meu castigo ou apenas o começo dele. Penso que seria apenas o começo, sinto que realmente ficarei preso no Tártaro e serei torturado por toda minha vida...

Sabe, não se preocupe quanto a isso, quanto a mim, foi bom estar na tua presença enquanto pude, me dói pensar que não poderei ter nem a ti, nem a tua luz comigo, porém não me deixe na escuridão total, deixe-me apenas na penumbra de sua vontade e a chance retorna a luz quando puder.

Addio mia Dea.